domingo, 10 de abril de 2016

Filme: Chico Brasileiro

Não, esta postagem não é uma resenha do documentário sobre o Chico Buarque.
É um comentário sobre a saída de um casal que não ia ao cinema há muitos meses. Nosso último filme juntos no cinema foi em setembro de 2013, após o Chá de Bebê da Sara. Lelê tinha recém completado 2 anos, e ficou com a vovó, a sara, claro, na pança. Fomos assistir Hannah Arendt. Muito bom o filme, as partes que eu assisti. Confesso que cochilei um monte.
Mas, enfim, chegou o dia de irmos ao cinema de novo... e de novo as meninas ficaram com a vovó Cida. Agora é a Sara que tem dois anos, e a Leticia já tem 4; e já sabe quem é o Chico. Adora a Chapeuzinho Amarelo, e adora "A Banda". E nosso cachorro também se chama Chico.
Com esse pano de fundo de nossas vidas na atualidade, fomos para a pequena sala do Paradigma assistir ao documentário. Chegamos cedo para comprar o ingresso, mas chegamos em cima da hora para entrar na sala. Então tivemos que sentar na primeira fila do cinema. Um horror para ler as legendas.... mas, ó! O Filme não era legendado, e o que aconteceu foi que nos sentimos como numa peça de teatro. As imagens digitais, o som ótimo, nos fez sentir muito perto do Chico.
Parecia que ele estava ali conversando conosco, naquele sofá, naquela sala, explicando as coisas, não aguentando o riso das anedotas que ele mesmo contava e se recordava, gaguejando para explicar outras coisas. Ri, chorei, gargalhei, me emocionei... e me apaixonei ainda mais pela sua história e sua genialidade. Mas quem ainda não viu o filme, recomendo muito!

Sara: 23 de março de 2016

Letícia e Chico: 05 de março de 2016



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Aniversário Letícia: 4 anos

2015, Lelê completa 4 anos. Resolvemos fazer a festinha no dia 11 de setembro, dois dias antes da data real de seu aniversário.
O dia hoje começou cedo. As 4horas da manhã quando ela veio dormir em nossa cama, dizendo estar com medo do escuro. Normalmente eu levantaria e a levaria de volta para sua cama, ficando com ela até que adormecesse novamente. Mas hoje de madrugada resolvi deixa-la dormir conosco, agarradinha como um bicho-preguiça. Depois acordamos no horário normal, Leticia foi para escola, e a tarde consumou-se sua festinha. Este ano ela teve participação direta: escolheu o tema, os convidados, o bolo, a decoração.... e brincou com seus amigos. Jaime e eu ficamos o dia todo na função dessa festinha, na função da Leticia. o Dia foi dela, inteiramente dedicado para que ela tenha a doce lembrança de um dia especial, só seu.
...
Há 4 anos...
As 3h da manhã minha bolsa estourou, fomos para a maternidade as 9h30, ficamos o dia todo em trabalho de parto, ouvimos musica, tomamos analgesia, passou o efeito, nos esforçamos pra ela nascer, sentamos, acocoramos..  e as 19h30 Lelê chegou, de olhões abertos, chorando, logo acalmada pelo meu colo, e em seguida pelo "mamá".
Assim foi no dia 13 de setembro de 2011. Esperamos que assim seja pelos próximo anos, enquanto eu a acompanhar.. que no seu aniversário eu possa dedicar um dia inteiro só para ela, cheio de alegria e comemorações por sua vida e pela lembrança de seu nascimento.


Quem quiser ver mais detalhes da decoração da festa da Leticia, do Sítio do Pica Pau Amarelo, dá um pulo no scrapbookfloipa, tá cheio de detalhes.


domingo, 21 de junho de 2015

Valente: a princesa rebelde. Eu: a mãe chata da Lelê

Hoje pela manhã, assistimos pela primeira vez um filme completo de uma vez só. Já fazia tempo que eu queria ver esse filme da Disney: Valente.
Estávamos na cama Lele, Sara e eu. A Sara não entendeu, claro (com 20 meses o que ela queria era ficar aninhada nesse inverno), mas a Lelê e eu, sim. Expliquei algumas partes pra Leticia, mas prestei muita atenção e tirei conclusões próprias dessa linda princesa rebelde e descabelada.
Minha visão da história: mesmo com todo amor que podemos passar para nossas filhas, daremos com os burros n`água se projetarmos nelas nossos sonhos. A Valente, assim como a maioria das adolescentes, via sua mãe como um monstro, e até mesmo conseguiu transforma-la em um (no caso da história, a fera era um urso de floresta). A via como um monstro porque queria que ela se comportasse de uma forma que a própria Valente não queria, projetou um futuro e estava forçando a adolescente a seguir planos que ela não queria. Acho que nossa adolescente rebelde tinha razão para tal. Quem de nós gostaria de ser obrigada a fazer alguma coisa que mudaria nossas vidas de forma perene, sem antes sermos ouvidas?
Aqui minha luz de alerta se acendeu para olhar e escutar o que minha "mais velha" anda me dizendo. Pois agora, às portas de completar 4 anos, ela anda me chamando de "chata". Essa semana começou, e eu fiquei em choque. Como assim: eu, uma mãe tão amorosa e dedicada, sou vista como chata pra minha filha?!
Pânico!
Hora de parar tudo e ver como estamos nos relacionando. e eu me me pego muito autoritária com as meninas. para ajudar a organização da casa e da rotina, estou acabando os dias sem ouvir os desejos da Leticia, que estão cada vez mais madurinhos. Um simples filminho me fez pensar nisso tudo!
Ainda bem que atinei para isso agora, pois não vou esperar chegar a adolescência para respeitar as vontades da Leticia. Não, não vou mimá-la, mas RESPEITAR suas opiniões que precisam ser compreendidas e podem ser cruciais para a formação de sua personalidade.
Para isso, terei que buscar ainda mais energia para dedicar às conversas e os recados que essa pequenina quer passar.
mesmo assim, devo continuar sendo um pouco chata. Pois sentar-se a mesa, comer com garfo, e tudo que minimamente deve ser ensinado, parece muito chato pra minha valente Leticia, que mais quer andar descalça, descabelada e comer com a mão.
Viva os 4 anos!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Processo do desmame meu e da Sara (14 meses)

Depois de alguns longos meses volto aqui para desabafar e compartilhar minha experiência com a (des)amamentação da segunda filha.
Demorei para voltar porque desde maio nos mudamos de bairro, Leticia trocou de escola, retomei o trabalho (meu próprio jabá: Forma de Mãe: Pilates mamãe e bebê) e a Sara enfrentou seu primeiro antibiótico.
Começo por aí.... uma infecção urinaria aos 13 meses de vida, 1 semana tomando antibiótico, seguida por uma infecção no ouvido, mais 10 dias de antibiótico, seguida de uma bronquite importante com corticóide... um mês sem dormir direito (eu e ela), a estrutura familiar desordenada. Sim, uma mãe que não dorme, cuja madrugada é um turno funcional não pode resultar uma casa tranquila (madrugada: levantar, amamentar, dar remédio, verificar febre, trocar de cama, berço, voltar pra cama... E eu achava que antes não estava dormindo bem: quá-quá-quá, nada está tão ruim que não possa piorar, acredite nisso!).
Depois de todas as medicações, a Sara aparentemente melhor, sem muita tosse, sem muita secreção, sem febre, sem nada... continua chorando, irritada, brava, puxando cabelo (literalmente), eu esgotada.. resolvi procurar uma medica de emergencia: "só pode ser ouvido (de novo)". Me recusei a ir num medico tradicional, temendo novo antibiótico. Nosso homeopata está de férias... chegamos a uma médica antroposófica aqui do bairro, com experiência em medicina familiar e pediatria.
Chegando lá, todo o exame clinico deu normal. Inclusive nos deparamos com a felicidade de ver q a Sara esticou 3,5 cm em 4 semanas (a bichinha também estava com preguiça de crescer, além de não ganhar peso) uhuuu, notícia boa!
Então a médica continuou a busca pela choradeira... depois de algumas perguntas chegou ao diagnostico: Fome. A Sara tem fome!
Sempre fui adepta da amamentação em livre demanda. A Letícia foi assim, feliz da vida e comilona até os 20 meses de vida. Porque com a Sara não seria? Ela também merece mamar a vontade, adquirir anti-corpos exclusivos da amamentação...  Eu amo amamentar (apesar já de estar nessa função ha 3 anos e querer parar um pouco). A diferença é: são crianças diferentes. A Sara nunca gostou de mamar com barulho, sempre mamava um pouquinho, parava e logo depois pedia mais... Mesmo com a introdução da comida sólida, continuou assim. Comia um pouquinho e logo queria ganhar leite materno. e eu dava, afinal, sou uma mãe a disposição, à livre demanda do bebê.
Acontece que o processo de crescimento, engatinhar, o gasto de energia, requerem muito mais calorias do que no leite. A Sara estava como uma receptora de soro.. aquele sorinho pingando o dia todo na barriguinha dela, matava fome rapidinho, mas não enchia a barriga, e muito menos engorda. Aí veio a noticia bombástica da medica: Chega de mamar livre. "para não ser um susto grande pode amamentar 3 vezes ao dia. Só não pode ao acordar, antes de dormir e de madrugada." Oi?


Respirei fundo, chorei no consultório... a Lele ficou com cara de interrogação assistindo aquilo tudo. Mas entendi. Já aos 11 meses da Sara nosso pediatra já havia me alertado que ela precisava comer mais e mamar menos.. mas não dei muita bola. A questão agora é outra: como encarar uma necessidade, um desejo (já falei que to exausta de dar mamar, apesar de gostar), mas um medo.. medo de que ela possa vira a precisar desses anti-corpos, que faça falta para futuras doenças que ela possa vir a desenvolver (como a asma que bate a sua porta)?
Hoje é o primeiro dia desse processo que não sei como e quando acabará, mas que com certeza já me tira ainda mais o sono (necessário) pensando em como aguentar o choro dela pedindo o peito, e eu tendo que oferecer-lhe uma colherzinha de mingau ou arroz com feijão.
Não! Não tenho medo de ver minha filha crescer. O crescimento não está ligado a amamentação. A amamentação está ligada a mim como parte de um projeto de vida: parar tudo para engravidar e acompanhar minhas filhas nos 3 primeiros anos de vida delas, dando meu melhor. Duro encarar que o leite já não está sendo o melhor.
Vamos em frente, que tudo dará certo. Tenho que passar essa positividade pra ela, para que se sinta confiante no seu crescimento e amadurecimento.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Sara, 6 meses

Seis meses se passaram.. Há exatos seis meses, era também uma sexta-feira quando a Sara resolveu chegar. Relembrando o trabalho de parto e o nascimento, a hora da LUZ, vejo que tudo já era do jeitinho dela. E qual o jeitinho da Sara? Basta conviver um pouquinho e perceber quão doce é essa pessoa. Tem energia para conseguir o que quer, e muito carinho e dengo para demonstrar seu amor.
Não tem quem não perceba o quanto ela é amada, pois seu sorriso contagia.


Para a mamãe aqui este é um marco importante, pois foram 6 meses de dedicação exclusiva. A maioria das pessoas comenta: "nossa, como passa rápido!" Entretanto, para quem está dia e noite, respondendo às demandas desse pequeno ser não acha que passou rápido o tempo. 6 meses foram 6 meses. Cada semana composta de muitos dias, muitas horas, muitas mamadas. E a Sara levou a sério a indicação médica de mamar sob "livre demanda". Na verdade quando ela nasceu, acho que ela entendeu: "Aqui, ela é que manda". Ela está lindinha e saudável graças à essa livre demanda de amamentação, sem hora, sem local, sem impedimentos. E essa doação e esse desgaste físico se transformam imediatamente em prazer.. o prazer que algumas pessoas conhecem: o verdadeiro amor e a responsabilidade pela sobrevivência de alguém.


Com 6 meses completos iniciaremos a grande jornada de apresentação de um dos maiores prazeres que a vida pode oferecer: a experiência alimentar. Os sabores, as combinações de ingredientes!
A irmãzinha Lelê está ansiosa para dividir a cadeirinha com a Sara! Claro, a amamentação continuará parcialmente livre, mas agora com horários mais definidos, mas sendo o leite materno ainda o principal alimento da Sarinha. Quantos meses mais ficaremos ligadas fisicamente de forma direta? Com certeza esse laço feito nesses seis meses já tem como resultado uma mãe plenamente realizada e uma criança segura e feliz.
Que a Sara siga os passos da Lelê, e aí ainda virão mais 18 meses de amamentação! Será que eu aguento?


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sara, a boneca

Sim, desde que a sara saiu da barriga, a Leticia acha que ela é uma boneca. Quer pegar na mão toda hora, beijar, dar sua mamadeira, trocar fralda...
Por isso resolvi fazer uma sessão de fotos da Sara junto com as outras bonecas da Lelê. Claro, quando ela estava na escola!!

Sara sentadinha no sofá 
 Oooops, é difícil ficar sentadinha
 Ainda bem que tem a Tata pra segurar a Sara, porque vai escorregando em questão de segundos
 Mamãe achou melhor aproximar todas as bonecas e apoiar a Sara no neném grande
 Uma cotoveladinha no neném. Com licença.
 Agora, sim, a foto oficial das bonecas
 Tchau, pessoal, até a próxima!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ser Mãe

Ser mãe não é estar mãe. Ser mãe é uma condição perene. Para mim, o significado de ser mãe é 'doação'. Pimeiro vem a escolha do fim da solidão. Nunca mais uma mulher que vira mãe se sentirá sozinha... o filho pode até abandonar sua mãe, mas essa mulher, agora mãe, terá sempre outra pessoa em seus pensamentos. As doações subsequentes a essa escolha são menos intangíveis... são reais, visíveis a olho nu. Eu sou mãe, portanto me doo constantemente, desde a concepção até o cotidiano... 100% doação. Doei meu corpo para abrigar o desenvolvimento da Leticia e da Sara (corpo este que não é e nunca mais será o mesmo, pelos simples fato de ter carregado no ventre as vidas que agora estão aí), dôo meus pensamentos, meu amor, meu tempo, meus dias, minhas noites, dôo minha comida (sim, dividir um prato com a Lelê é abrir mão da melhor parte da comida para ver o prazer no rosto da minha filha, para ter a certeza que ela estará satisfeita, sim, de barriga cheia).
Ser mãe é abrir mão da beleza por um tempo (Qual mãe amamenta dia e noite seu recém nascido e não coleciona olheiras, cabelos secos e cansaço?).
Ser mãe é sinônimo de uma lista enorme de sentimentos que antes apareciam de vez em quando, ou de forma menos intensa: o tal do amor incondicional, a paciência, a insistência, a felicidade.
Ser mãe é a gente se sentir um pouco Deus. Afinal, quem pode gerar vida à sua imagem e semelhança?

Primeiro maná da Lelê em casa (15 de setembro de 2011)
Primeira amamentação da Sara, no Hu, 4 de outubro, 22h25